Coruja

Coruja
Mostrando postagens com marcador SEMINARIO INTEGRADOR IV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SEMINARIO INTEGRADOR IV. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Noção de Tempo e Espaço na Educação Infantil



Ao desenvolver na criança a noção de tempo  e espaço, é necessário levá-la a perceber que existe uma sequência de fatos.
 A criança aos poucos com o dia-a-dia vivenciando uma rotina ela vai relacionar os fatos a uma organização de ideias, baseando-se no antes, agora e depois, (passado/presente/futuro), a criança vive de modo intenso esse processo.
Cabe ao professor criar parâmetros pessoais para que os alunos possam se basear, como por exemplos:
* Rotina- A vivência da rotina como aliado a organização do espaço.
A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações de aprendizagens orientadas. O tempo organiza o espaço e para  melhor explorar o espaço tem que  respeitar a rotina relacionada com o tempo. A rotina representa a estrutura com a qual a criança vai interligar as situações  à sequência do tempo. A rotina bem estruturada faz com que a criança perceba e começa a dar conta dessa estrutura organizacional do tempo.
*Calendário- Aos poucos com a vivência da rotina e o acompanhamento do calendário as crianças vão se aproximando das medidas convencionais de tempo. Na roda de conversa relatar: O que fizeram ontem? Entre outras perguntas.
*O relógio- O que querem dizer os números no relógio? Como está o dia hoje? Que horas é a nossa entrada? E a nossa saída? Que horas você acordou? Situações ligadas a rotina da criança na escola e em casa.
* Tamanho- Quem é o maior? Quem é o menor? Problematizar - Quem é o mais novo? E o mais velho?  Fazer a intervenção para que as crianças possam perceber que não é porque o outro é menor ou maior que é o mais velho ou mais novo.
O professor tem que ser o facilitador do processo que auxilia as crianças à alcançarem tais aprendizagens tão importantes para a organização do seu dia-a-dia. Cabe aos educadores de educação infantil a função de fornecer subsídios necessários para a construção dessas noções pelas crianças.
Principais objetivos:
* Compreender noções de tempo, ontem, hoje e amanhã.
*Organizar o pensamento de acordo com as atividades desenvolvidas.

Atividade desenvolvida em sala de aula
Colocarei dentro de uma caixa  de presente um relógio de parede e os alunos irão  adivinhar o que está dentro da caixa e após algumas dicas irei mostrar o relógio e farei alguns questionamentos sobre  as horas.
- Para que serve  um relógio?
-Será que nós usamos o relógio na escola?

Para  os alunos entenderam  um pouco mais  sobre  tempo e espaço propus a criação de relógios de pulso em EVA, assim poder ensinar sobre as horas e espaços de tempo, através da manipulação dos números do mostrador do relógio.






quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Importância da Seriação na Alfabetização Matemática das Crianças

Na Interdisciplina de "Representação do Mundo Pela Matemática", nos foi solicitado que, explorássemos os objetos digitais de aprendizagem publicados no Site, com isso cheguei à conclusão que dentre os recursos apresentados, o mais apropriado para a faixa etária da minha turma, quatro e cinco anos, levando em conta a alfabetização matemática é o conceito de seriação, pois através deste instrumento intelectual existe a possibilidade de os indivíduos organizarem mentalmente a realidade do ambiente de convívio. Faz-se extremamente importante quando o individuo torna-se capaz de estabelecer e ordenar as diferenças entre os objetos. É o primeiro passo para um aprimoramento intelectual e matemático das crianças, inclusive trazendo para elas capacidade de ordenação crescente ou decrescente de determinadas características do que está sendo analisado como, peso, tamanho, espessura, cor, sabor, formato, etc.

Tudo isto leva o aluno a ampliação do seu conhecimento e de sua capacidade de análise. Segundo Toledo (1997) “enquanto a classificação repete as semelhanças entre os elementos, a seriação trabalha mais com as diferenças entre eles. Quando dizemos que estamos seriando, categorizando os objetos, estabelecemos entre eles uma relação de diferença que possa ser quantificada, permitindo que os elementos sejam colocados em ordem crescente ou decrescente.”



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ESCOLAS GAIOLAS OU ASAS

“Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de um futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro...” (Rubem Alves)


   Lendo a belíssima  obra de Rubens Alves  posso  perceber que  utiliza o aforismo para nos fazer pensar sobre a educação. A educação não pode ser confundida com enquadramento, com padronização, com produção em série. A escola precisa se desatrelar da burocracia a que vem se sujeitando ao longo dos tempos. Precisa repensar a sua função que é a educar. A ética, a estética, a descoberta e a alegria têm que estar no centro do processo educativo. O educador precisa encontrar o caminho do encantamento. Educar é encantar, provocar, despertar, estimular, fazer pensar, aprender e ensinar. É espantar.  A educação não pode e não deveria estar desvinculada do prazer e da alegria. A educação prazerosa está conectada aos nossos sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Está ligada aos movimentos do nosso corpo. Um dos objetivos da educação é desenvolver a inteligência, não é ter resposta. Educar não é aprisionar o conhecimento.
             Precisamos romper os muros que cercam a escola, porque um dos problemas da escola é que ela ignora quem são e como vivem seus alunos além de seus muros. Quais são os interesses dos nossos alunos? O que lhes poderia causar espanto, curiosidade, inquietação?  Precisamos pensar no que a escola é, no que ela deveria ser e no que ela pode ser. Precisamos estimular a curiosidade e as novas descobertas.  Precisamos aprender a não limitar o pensar.  A escola precisa parar de proibir o pensar. Nossa função como educadores é estimular o pensamento, não  é pensar pelo aluno. A educação tem que dar asas aos seus alunos. Ensinar não é subjulgar e medir intelecto e não pode significar entristecer a vida, o professor e o aluno. Está aí o nosso maior desafio: acreditar que uma outra educação é possível e fazer o possível para que ela se torne realidade. Cabe a nós educadores a tarefa de acreditar.
           Esta reflexão me fez lembrar uma das músicas  que canto commeus alunos da Pré-escola
Pássaro triste/ Preso na gaiola/Se fosse livre/Era bem melhor/Chega de gaiola/Chega de prisão/Lugar de passarinho/Não é a gaiola não...
             Diferentemente que pretende o atual governo diminuir as oportunidades  que o aluno teria  para refletir e pensar sobre sua realidade  social, fazendo com que nós professores e alunos  fiquemos engaiolados e não encorajados para seguir  o nosso voo.




“Há escolas que são gaiolas e escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam os pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem de voar. Ensinar o voo, isso elas  não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. só pode ser encorajado." (Rubem Alves).

 REFERÊNCIAS:
ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32
.